
A sandália especial da tia para dar palmadas
No coração da sala ensolarada da tia Dana está pendurado o seu infame tesouro disciplinar: uma sandália marrom de couro desgastada, confeccionada por mãos hábeis nos movimentados mercados da Índia.
Pendurada em um prego resistente ao lado da porta do pátio, seu estilo fino de tira oscila suavemente com a brisa da tarde que passa pela porta de tela, o peso da sola plana e flexível caindo verticalmente da fina alça do calcanhar.
A combinação perfeita de ardência e estalo proporciona uma verdadeira punição, sua sola macia marcada por leves vincos de incontáveis encontros, as bordas amaciadas pelo suor e pela submissão, exibida com orgulho para cada convidado, cada sobrinho ou sobrinha desobediente, para verem e engolirem em seco.
A tia Dana, com seu coque sério, ordena ao travesso Frank que a pegue sem demora.
"Pegue isso!" ela diz, com voz de aço envolto em veludo, apontando para o prego enquanto o menino trêmulo retira a sandália do gancho.
Nesta casa, a sandália especial para palmadas não apenas pende; ela paira, uma sentinela silenciosa sussurrando: "Comporte-se—ou então".
E ah, como ela cumpre sua função!
